Foi uma coisa que me ficou a remoer por dentro. Os nossos filhos são quem nos conhece melhor, são quem sente as nossas alegrias e tristezas mais directamente. Relembrei uma manhã de domingo em que não me estava a sentir muito bem, estava triste, a minha patanisca do nada largou todos os seus brinquedos e veio ter comigo, abraçou a minha perna e disse mamã, soltou um gritinho e foi embora a correr brincar novamente. Será que sentiu que era mesmo aquilo que eu estava a precisar? Será que foi coincidência? Eu acredito que um filho sabe sempre o que a mãe precisa, um carinho, um sorriso, uma palavra amiga que conforte a alma, e a minha filha nos seus fantásticos 16 meses já me mostrou que estou certa quanto a isso.
Respondi a essa mãe que eu tento não me mostrar triste perante a minha patanisca, não quero que ela sinta isso, mas é difícil disfarçar a tristeza perante alguém que nos conhece tão bem.
Os nossos filhos devem ser protegidos a todo o custo mas também devem saber que o mundo não é um conto de fadas, devem aprender a viver com os pés assentes na terra, aproveitar tudo o que a vida nos traz de bom, saber que há dificuldades e que as temos que ultrapassar (se não conseguirem sozinhos estaremos sempre cá para ajudar).
A minha ainda está no mundo dela com fadas cor de rosa, muito sol e um grande arco íris, acho que ainda é cedo para lhe apresentar o lado menos rosa do mundo.

Sem comentários:
Enviar um comentário